A mídia brasileira registrou um aumento de 27,25% no faturamento publicitário nos cinco primeiros meses do ano, em comparação ao movimento registrado entre janeiro e maio de 2009. Esse é o resultado do mais recente relatório do Projeto Inter-Meios, iniciativa do Grupo M&M que mede os investimentos nos veículos de comunicação. Os números, divulgados nesta terça-feira, 27, mostram ainda que o mês de maio teve uma alta de 31,68%% em relação ao mesmo período no ano passado. Os dados são apurados a partir de informações fornecidas pelos veículos e por auditagem da PricewaterhouseCoopers.
Um dos setores que se destacou em maio – mês anterior ao início da Copa do Mundo da África do Sul -, segundo esses números, foi a TV aberta, com crescimento de 40,04%. O meio atingiu uma participação de 65,09% do bolo publicitário. O faturamento da internet subiu 35,08% (o share chegou a 3,91%). CONTINUE LENDO
A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática realizará audiência pública em 7 de julho com os Ministérios das Comunicações (Minicom) e da Justiça para tentar definir se o limite de 30% de participação de capital estrangeiro nas empresas jornalísticas e de radiodifusão é válido também para sites e portais noticiosos. As informações são da Agência Câmara e o tema tem sido objeto de controvérsia já há algum tempo.
A maioria da população recorre à televisão e aos jornais (mídias tradicionais) para obter informações sobre o governo federal e a política brasileira. Esse é o principal dado revelado na pesquisa sobre hábitos de consumo de mídia encomendada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).
Segundo o estudo, a TV ainda é a maior fonte de informação para a população brasileira. De acordo com a Secom, 73,6% dos entrevistados a indicaram como sua mídia predileta para obter informações políticas. Bem mais atrás, em segundo lugar, os jornais aparecem, com 12,7% de preferência entre os pesquisados. A mídia impressa praticamente empata com as conversas com amigos e parentes – um dos itens da pesquisa citados como fonte de informação – que obteve 12,9% da preferência dos entrevistados. Além disso, 96,6% das pessoas responderam que assistem e ouvem, diariamente, televisão e rádio.
O aumento da penetração da internet vem fazendo com que a população adapte ou transforme alguns de seus hábitos tradicionais. Uma delas é a maneira de escutar rádio, que vem migrando cada vez mais dos conhecidos aparelhos para a internet. Essa foi a principal conclusão de um estudo feita pela consultoria Mediaedge, que revelou um crescimento de 104% da audiência de rádios na web entre os anos de 2002 e 2009.
O relatório, que foi feito com base em uma pesquisa realizada com 10 mil habitantes da região da Grande Buenos Aires e de outras grandes cidades argentinas traçaram o perfil das pessoas que preferem ouvir rádios pela internet. Segundo o estudo, os ouvintes da web são bem mais jovens do que os das rádios tradicionais, sendo a maioria deste grupo formada por homens. A pesquisa não detectou muitas diferenças sócio-econômicas entre os ouvintes online.
O faturamento dos veículos de comunicação com venda de espaço publicitário subiu 25% no primeiro bimestre de 2010, confirmando a recuperação do mercado neste início de ano.
Fechados os números do Projeto Inter-Meios relativos a janeiro e fevereiro, a verba publicitária investida em mídia chegou a R$ 3,245 bilhões, contra R$ 2,597 bilhões do mesmo período de 2009. TV aberta (32,7%), TV por assinatura (33%) e internet (33,9%) praticamente empataram em termos de índice de crescimento, embora a primeira, com R$ 2 bilhões de faturamento, tenha ampliado sua participação no bolo publicitário para 63,2%. A internet faturou R$ 144,7 milhões no bimestre e a TV paga, R$ 106,4 milhões.